2017

CAROLINE CARVALHO BARBOSA

Orientador (a):  Mirtes Cristina Marins de Oliveira

Design expositivo: modernismo italiano revisitado no museu de arte de São Paulo “Assis Chateaubriand”

Resumo:
O retorno de exposições no Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand” – MASP a partir do ano de 2015 é uma revisão do programa museológico com vias a delinear as próximas ações maspianas. O design expositivo italiano, delineado a partir da influência de El Lissitisky e da produção no âmbito das vanguardas europeias, teve no Brasil o MASP como espaço para sua expressão através, principalmente, da atuação de Lina Bo Bardi. A partir desse contexto, a presente pesquisa tem por objetivo pontuar aspectos do design expositivo italiano, sob influência das premissas da arquitetura e da arte modernas italianas.
A exposição Arte na moda: coleção MASP Rhodia (2015-2016) apresenta 79 peças do vestuário que foram doadas pela Rhodia para o acervo do MASP no ano de 1972, sendo essa mostra, através da análise de seus dispositivos expositivos o objeto desta pesquisa.
Aqui se fez uso das técnicas bibliográfica e documental, detendo-se esta última da análise de documentos, textos, desenhos e imagens relacionadas à exposição Arte na moda: coleção MASP Rhodia, realizada no Centro de documentação do MASP. A exposição apresenta um display distinto daqueles que marcaram a produção italiana no campo do design expositivo.


MARCIO RODRIGUEZ TAÚ

Orientador (a):  Sérgio Nesteriuk Gallo

Design em movimento: elementos da linguagem gráfica nos créditos de abertura de filmes

Resumo:
Essa dissertação investiga o uso de elementos gráficos no cinema, com o objetivo de entender como o design pode colaborar para a construção da mensagem audiovisual e identificar as potencialidades que o movimento pode acrescentar às composições gráficas em créditos de aberturas de filmes. O projeto partiu da constatação de que cada vez mais os designers gráficos tem a necessidade de incorporar o tempo e o movimento em seus projetos multiplataformas, o que suscita, por sua vez, diversas reflexões de ordem teórica e prática. Assim sendo, dentro do escopo teórico delimitado, foram abordados assuntos referentes à imagem em movimento, princípios da animação, design gráfico digital, motion graphics e o design gráfico no cinema e em créditos de abertura de filmes, por meio de autores como Arlindo Machado (1997, 2005 e 2010), Gilles Deleuze (1985 e 1990), Paul Wells (1998 e 2008), Donis Dondis (2007), Ellen Lupton (2013 e 2015), Matt Woolman (2004), Lev Manovich (2005, 2006, 2007, 2008 e 2012) e Gemma Soloma e Antonio Boneu (2007), entre outros. Por fim, é apresentado, como estudo de caso, uma breve contextualização seguida das análises dos créditos de abertura dos filmes: “Até que a sorte nos separe 2” (2013, direção: Roberto Santucci) e “Meu passado me condena: o filme” (2013, direção: Julia Rezende). A proposta de escolher esses filmes foi a de propiciar um olhar sobre a produção contemporânea do design gráfico audiovisual brasileiro, além de possibilitar um estudo sobre créditos de abertura de filmes nacionais – não identificado na literatura da área consultada nesta pesquisa.


MARCUS VINICIUS PEREIRA

Orientador (a):  Cristiane Ferreira Mesquita

Design de Moda e Arquitetura: efemeridade entre corpos e espaços

Resumo:
O presente trabalho expõe uma investigação acerca de modificações na percepção de tempo e de espaço na sociedade contemporânea, possíveis de serem identificados nos campos do Design de Moda e da Arquitetura. Para tanto, são contextualizadas algumas mudanças que marcaram a virada do século XIX com a Revolução Industrial e que modificaram os modos de vida e a produção de subjetividades. A efemeridade emerge como conceito marcante no século XX, a partir da consolidação de aspectos como a aceleração e o deslocamento. Com base nesta perspectiva, são apresentadas a coleção de moda Afterwords, criada por Hussein Chalayan e a obra arquitetônica Blur Building, proposta pelo estúdio Diller Scofidio. Por fim, do trabalho Design for Difference, desenvolvido pela designer de moda Angela Luna, deriva-se uma breve discussão dos vestíveis como produção de territórios de existência, colaborando para a ampliação dos diálogos entre os campos do Design de Moda e da Arquitetura.

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